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Querer à força

querer
Depois do último capítulo de a Força do Querer, o Globo Repórter exibiu um especial sobre a novela. Eu, que assisti só o primeiro e os últimos capítulos (receita eficaz para entender – e suportar – Glória Peres, sempre), fico só com uma coisa que vi no especial.
Rei dos memes pela sua péssima interpretação, Fiuk explicou o trabalho duro do ator. Disse que grava até 12 horas por dia; que naquele, por exemplo, tinha acordado às quatro da manhã; e que, portanto, a vida de artista não é glamour. No mesmo programa, Lília Cabral (reparem no abismo entre os dois) justificou sua participação lembrando do que os pais dela diriam: “Não fizemos mais do que a nossa obrigação.”
É isso. O mundo tá cheio de Fiuks no papel de protagonistas. Você não sabe como chegaram lá, não entende como permanecem, acha uma petulância a maneira como ocupam o lugar. Você, e todo mundo, vê a desproporção absurda entre talento e cargo. Ele, o protagonista, acha que tem mérito e que o que você tem é inveja.
O mundo tá cheio também de Lílias Cabral. Gente cheia de talento e com humildade suficiente para fazer o seu melhor apesar dos Fiuks no mesmo elenco, na mesma cena e talvez com papéis mais importantes que o seu. Humildade para engoli-los à força.
É por gente assim, que faz a sua obrigação “bem feita”, como ela disse, que ainda vale a pena viver essa nossa novela.
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