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Love is an action

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Enquanto para alguns o “eu te amo” parece ser algo impronunciável, para outros, ele sai mais fácil do que dinheiro da carteira. Tem gente que nem tem bem certeza que é amor que está sentindo e já sai falando, postando, tatuando. Já soube de casos de quem falou pela primeira vez durante uma briga (super inadequado) e durante o sexo (mais inadequado ainda, mas há quem discorde). De qualquer jeito, o primeiro “eu te amo” de um casal costuma ser superestimado. 

Alguns costumam usar o “eu te amo” para definir a etapa em que se encontra o relacionamento: “vocês já disseram aquelas três palavras?”, como se isso fosse uma forma de medir o andamento do namoro. Se já disseram, é porque está sério. Esse pensamento é bem superficial. Tão superficial quanto achar que um casal junto há muito tempo, que já não diz mais “eu te amo” com tanta frequência, não se ama mais. 

“Love is an action”, dizia um livro que li há muito tempo e que me ajudou a superar um amor perdido. O livro explicava que não é o expressar em palavras que importa no amor. Mas em ações.

Às vezes é difícil compreender isso. Ficamos apegados ao “será que ele (a) me ama?” (ou até ao “será que eu amo ele (a) mesmo?”) baseado na verbalização (ou não) dessas palavras e esquecemos de abrir os olhos e ver que o “eu te amo” está bem ali (ou não), na nossa cara, todos os dias.   

O “eu te amo” está escondido nas ações mais sutis: pode estar no fazer um chá quando tu está doente, no ajudar na mudança, no levar os teus avós para almoçar no sábado, no sair no meio do domingo de preguiça só para comprar uma Coca porque tu está com desejo (ou cheesecake, um Dorflex…), na mensagem de “eu te busco”, no carinho que a pessoa demonstra com os teus próprios pets, no levar o lixo só porque tu não suporta abrir o contêiner, no se preocupar com o que tu vai comer quando chegar em casa. 

Diferente dos filmes, o bom da vida real é que os gestos de amor não precisam ser sempre grandiosos. Pequenos, mas significativos, esses gestos só precisam ser reconhecidos. E você, tão preocupado com a verbalização do superestimado “eu te amo” (que pode não ter rolado ainda, ou, quem sabe, talvez nunca chegue a ser dito, e daí?), nem tenha percebido que o amor, realmente, é uma ação. E ela já é parte do teu relacionamento. 

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